Tanta gente que precisa se projetar, que tenta aparecer a todo custo, e que pisa sobre os outros, sem que tenham, pobres mortais, sequer uma noção aproximada do tamanho de sua insignificância diante da grandeza deste Universo.
Estranha maneira de começar um texto, mas foi o insight que me veio à mente depois de uma breve reflexão e mais algumas horas de bobeira na frente da TV do quarto do hotel. Afinal, o que muito somos senão mera poeira de que sobrou de uma hecatombe espacial?
O LHC (Large Hadron Collider) - Grande Colisor de Hádrons foi uma megaestrutura projetada e construída pelas mãos de milhares de estudiosos de todo o mundo, com a finalidade principal de simular o segundo-zero do universo, após o fenômeno mais conhecido como Big Bang.
Curioso imaginar que o que se sucedeu após aquela explosão - origem de simplesmente tudo o que hoje existe - foi uma gigantesca guerra espacial entre as duas primeiras grandes forças antagônicas que já existiram. Iguais em número, força e intensidade, as partículas daquilo que então se chamaria de matéria, chocavam-se de frente com suas irmãs gêmeas, as partículas de antimatéria, dando origem a intermináveis explosões, que atingiam a casa dos megatons. Era como se uma infinita chuva de bombas atômicas tomasse conta de tudo.
E como isso teve fim? Eis a questão que ainda não se esclareceu ao certo. Fato é que se não tivesse parado, eu não estaria aqui digitando, e nem um navegante perdido da internet estaria lendo estas linhas.
A conclusão mais tocante de todas, e que explica a razão de um post começar de maneira tão petulante está na constatação que emerge após a observação deste fenômeno. Afinal de contas, sabe o que somos todos nós e mais aquilo que nos rodeia? Mero resultado do que "sobrou" de um bombardeio espacial. Todos nós, seja o Pelé, a Jennifer Lopes, o churrasqueiro e o churrasquinho que ele vende na esquina, até mesmo as ceroulas da minha avó. Tudo é resto do que sobrou do choque entre matéria e antimatéria no início de tudo. Lembrando que nada disso é só historinha ou uma simples divagação de ficção científica, ou mesmo assunto que ainda orbite sobre o terreno das possibilidades. Não, é fato mesmo!
E então, depois disso ainda dá para sair por aí se achando grande coisa, ou pensando que nossa roupa comprada na boutique ou nosso tênis importado nos tornam superiores a alguém? Lembre-se disso sempre que vir alguém se sentindo o máximo, ou mesmo quando estiver pensando em ser o máximo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
New Year's Day
All is quiet on New Year's Day.
A world in white gets underway.
I want to be with you, be with you night and day.
Nothing changes on New Year's Day.
On New Year's Day.
I... will be with you again.
I... will be with you again.
Under a blood-red sky
A crowd has gathered in black and white
Arms entwined, the chosen few
The newspaper says, says
Say it's true, it's true...
And we can break through
Though torn in two
We can be one.
I... I will begin again
I... I will begin again.
Oh, oh. Oh, oh. Oh, oh.
Oh, maybe the time is right.
Oh, maybe tonight.
I will be with you again.
I will be with you again.
And so we are told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
Though I want to be with you
Be with you night and day
Nothing changes
On New Year's Day
On New Year's Day
On New Year's Day
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Trouble
O no, I see,
A spider web, it's tangled up with me,
And I lost my head,
The thought of all the stupid things I said,
O no what's this?
A spider web, and I'm caught in the middle,
I turned to run,
The thought of all the stupid things I've done,
I never meant to cause you trouble,
And I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
O no, I never meant to do you harm.
O no I see,
A spider web and it's me in the middle,
So I twist and turn,
Here I am in love in a bubble,
Singing, I never meant to cause you trouble,
I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
Although I never meant to do you harm.
They spun a web for me,
They spun a web for me,
They spun a web for me.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Votos
Acordei do meu sono e, quando levantei da cama, vi tudo escuro. Não tinha ninguém. Resolvi fazer meu papel natalino. Por que tanta escuridão? Saí acendendo todas as luzes de casa e notei como estava tudo arrumadinho. Mesa com toalha nova, capa nova no sofá, até uns enfeitinhos de Natal, acanhados, mas tinha.
A gente lembra nessas horas da importância que as pessoas têm na nossa vida. Em cada porta-retrato, cada detalhe, cada lembrança boa que fica. E qual será o verdadeiro sentido do Natal, senão este? O de relevar aquilo que realmente importa, aquilo que nos engrandece como humanos, o carinho, amor ou respeito que temos pelos nossos próximos.
Podia estar bem melhor, mas aquilo que foge ao habitual a gente deve pensar como contornável, não como o fim do mundo, e é assim que será. A todos os meus amados, uma linda noite de Natal, cheia do espírito divino. Amém.
A gente lembra nessas horas da importância que as pessoas têm na nossa vida. Em cada porta-retrato, cada detalhe, cada lembrança boa que fica. E qual será o verdadeiro sentido do Natal, senão este? O de relevar aquilo que realmente importa, aquilo que nos engrandece como humanos, o carinho, amor ou respeito que temos pelos nossos próximos.
Podia estar bem melhor, mas aquilo que foge ao habitual a gente deve pensar como contornável, não como o fim do mundo, e é assim que será. A todos os meus amados, uma linda noite de Natal, cheia do espírito divino. Amém.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Sobre a bola e o amor

Acordar pela manhã e lembrar-se da tarde do domingo anterior. Indescritível. Foram-se os anos da minha adolescência inteira vividos na espera de algo tão glorioso quanto o ressoar do grito de campeão. E foi da melhor forma, bem ao modo rubro-negro: suado, improvável, nas últimas.
Não sei se sinto mais alegria pelo título, ou pela forma e pelas circunstâncias sob o qual ele foi conquistado. Sempre admirei a forma transcendental como o brasileiro se relaciona com o futebol. Ele entra em transe, ele perde o sono, perde a fome. Foi um belíssimo campeonato, foi um lindíssimo ano. 06 de dezembro de 2009. Flamengo Hexacampeão! Eu vivi isso.
sábado, 5 de dezembro de 2009
It's Done
Foram 60 meses, 10 módulos, 300 lições em sala e outros 300 exercícios, que a duras penas foram feitos em casa, no trabalho, no elevador e durante cada valioso minuto de ociosidade que raramente surgia. Esta certamente vale uma menção para mim honrosa. Hoje concluí meu cursinho de Inglês. Yes, I do!
Muitos com razão perguntam, valeu a pena? E eu vos digo, sim, e como valeu. Hoje, enquanto apresentávamos nossa pequena monografia, percebi o quanto é útil o esforço que se emprega quando se faz algo que nos causa interesse. É incrível como as palavras fluem da boca como se fossem muito familiares. E cognitivamente, elas são, afinal foram meses e meses de expressions, phasal verbs, linking sounds e outros aspectos linguísticos sendo incutidos na cabeça.
É bem verdade que os últimos semestres não foram tão produtivos quanto os primeiros. O aperto na rotina do trabalho, e a necessidade de conciliar o curso com os últimos anos da faculdade me causaram uma perda natural de desempenho. Mas nada que tenha me impedido de aprender mais um pouco. Não me atreveria a me intitular um billíngue, mas é bem legal poder virar a cabeça durante um filme legendado e contunuar entendendo o que os atores estão falando. É muito útil abrir o New York Times e ler em primeira mão as notícias do dia.
Pontos negativos. Afinal, o que se passa na cabeça do Sr. Wizard ao adotar aqueles temas sem noção para os exercícios? Em bom inglês: this much it was a sack!
Foi boa a convivência com os colegas, conheci muita gente boa lá. Sinceramente, espero de mim muita coragem, e acima de tudo, paciência para tentar aprender outra língua. Afinal, estes dias estive na Bolívia, tentei usar meu espanhol do 2o. grau, mas só saía inglês.
So long!
Muitos com razão perguntam, valeu a pena? E eu vos digo, sim, e como valeu. Hoje, enquanto apresentávamos nossa pequena monografia, percebi o quanto é útil o esforço que se emprega quando se faz algo que nos causa interesse. É incrível como as palavras fluem da boca como se fossem muito familiares. E cognitivamente, elas são, afinal foram meses e meses de expressions, phasal verbs, linking sounds e outros aspectos linguísticos sendo incutidos na cabeça.
É bem verdade que os últimos semestres não foram tão produtivos quanto os primeiros. O aperto na rotina do trabalho, e a necessidade de conciliar o curso com os últimos anos da faculdade me causaram uma perda natural de desempenho. Mas nada que tenha me impedido de aprender mais um pouco. Não me atreveria a me intitular um billíngue, mas é bem legal poder virar a cabeça durante um filme legendado e contunuar entendendo o que os atores estão falando. É muito útil abrir o New York Times e ler em primeira mão as notícias do dia.
Pontos negativos. Afinal, o que se passa na cabeça do Sr. Wizard ao adotar aqueles temas sem noção para os exercícios? Em bom inglês: this much it was a sack!
Foi boa a convivência com os colegas, conheci muita gente boa lá. Sinceramente, espero de mim muita coragem, e acima de tudo, paciência para tentar aprender outra língua. Afinal, estes dias estive na Bolívia, tentei usar meu espanhol do 2o. grau, mas só saía inglês.
So long!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Recife: sete anos depois

Lembro-me que estive aqui em setembro de 2002, e um mês depois, uma segunda viagem me trouxe de volta. Duas vindas ao Recife em pouco mais de um mês. E eu enfim fui apresentado ao mar. O deslumbre foi imediato, como era de se imaginar. Achei a cidade o máximo. Era formidável, a arte e a beleza da cultura pernambucana chamaram minha atenção. Tive a impressão de estar conhecendo os cidadãos mais alegres do Brasil. Me lembro que na segunda vez que cheguei, o Lula estava dando uma coletiva para imprensa, horas depois de ter sido confirmada a sua vitória na eleição para Presidente. Sete anos se foram, e agora que estou de volta, revejo Recife com outros olhos. De lá para cá, já devo ter rodado meio mundo nessas andanças por ai, o que me fez ver o que de bom e ruim existe nas grandes cidades. Junte-se a isso meu recente desânimo natural para aventuras, coisa de quem está ficando velho, e o que temos? Uma visão já não tão romântica do Nordeste. Na verdade, confesso que nos últimos anos o que mais tenho preferido é minha casinha aí no Acre. Daqui mesmo, o que me deixa cheio de inveja é essa brisa deliciosa do mar. Isso sim, eu levaria para o Norte se assim pudesse. Amanhã eu volto.
Assinar:
Postagens (Atom)