sábado, 21 de janeiro de 2012

Novo Endereço

Abri um novo blog. Favor acessar kronicaos.blogspot.com. Pela atenção, grato.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Meu Natal

Engraçado como nossa visão de mundo muda com o tempo e permite enxergar as mesmas coisas de sempre, mas por ângulos diferentes. É conclusivo que o Natal jamais acabará, nem tampouco toda a carga emocional de que ele vem acompanhado. O problema é quando incorremos no pecado de querermos ver apenas a superficialidade da coisa, deixando de apreciar a verdadeira essência do período natalino. O mercado e seus tentáculos pegajosos trataram de tornar o Natal uma época tão comercial que acabou dando origem a uma legião de pessoas que, mais acomedidas, tomaram o hábito de encarar o Natal com um certo ar de ceticismo. Não nego que por algum tempo eu pertenci a este grupo. Até um dia notar que só aquilo que se sustenta sobre princípios muito sólidos é que consegue manter uma tradição tão forte e longeva como o Natal. O espírito não está nos cenários montados à base de um monte de algodão e estofamentos, simulando uma falsa neve que nem típica de nossa região chega a ser. Não está nas bochechas rosadas de um senhor barrigudo e com cara de bonachão, sentado num trono europeu, rodeado de renas e anões feitos de gesso e recheados de serragem, envoltos pelas trilhas sonoras marcadas por sinos e acordes de harpas. Natal mesmo é aquele que nos arrebata de um sentimento que nós mesmos não entendemos de onde vem, mas que desperta um desejo de união e de solidariedade pelo próximo. Esta semana abri meu e-mail do trabalho, e na minha caixa de entrada estava um correio de alguém que nunca tinha ouvido falar. Acho que se chamava Leonardo, e pelo que li, escrevia de alguma cidade de São Paulo. Na mensagem, estava anexado um pequeno curriculum profissional, detalhando um zilhão de cursos de especialização, pós-graduações e etc. que ele tinha em seu portfólio. A maneira como escrevia deixava transparecer aquela imagem do cidadão da grande cidade que está passando por aquele perrengue financeiro, precisando urgentemente de um emprego, seja em que lugar for do país. Imagino que para pessoas como estas, o significado do Natal seja muito mais tocante, ao se ver rodeado por pessoas carregadas de sacolas de presentes nas ruas agitadas das grandes capitais do consumo; ao se sentir excluído por não ter a oportunidade que os outros tem de fazer uma feira recheada para preparar uma boa ceia para sua família. Penso também nas pessoas que, por outro lado, vivem abastadas de dinheiro, mas não podem usufruir de um valioso momento de confraternização entre os seus, devido a discussões e desentendimentos familiares ou por terem sido arrogantes e avarentos o ano todo. Enfim, para mim o Natal está mesmo é aí, na oportunidade de vermos o quanto podemos melhorar como seres humanos, e sobretudo no exercício de sabermos valorizar aquilo que nos foi concedido, e darmos graça por tudo isso. Feliz Natal, com o espírito de Jesus Cristo!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Meninos, eu vi!

Domingo, 18 de dezembro de 2011. Provavelmente, em algumas semanas, já terei esquecido desta data e para mim ela nunca representará nada de muito importante que justifique eu usá-la como senha para o meu webmail, ou algo assim. Só posso dizer que, neste exato momento, estou um pouco estagnado, e porque não dizer, bem pessimista com o futebol brasileiro. Fazem pelo menos umas quinze horas que o país inteiro não fala de outro assunto: a verdadeira aula de futebol que o time do Barcelona aplicou sobre os "meninos da vila", na final do Mundial de Clubes. Embora seja de conhecimento universal que o time catalão se converteu num dos maiores esquadrões de futebol que o mundo já viu jogar, o fato que realmente tem me incomodado situa-se em um plano um pouco mais amplo de compreensão: e o futebol brasileiro, cadê? Antes mesmo de começar, o jogo de hoje já se anunciava como uma espécie de experimento, que poderia findar em duas circunstâncias bem opostas. Se o Santos por ventura vencesse, presenciaríamos a quebra de um paradigma: Neymar, jogador nascido e criado no futebol brasileiro, teria o orgulho de dizer que permaneceu no Brasil e por aqui mesmo conseguiu atingir o topo do mundo, indiferente aos apelos do glamouroso futebol europeu. Isto, somado à crise econômica que assola a Europa e à euforia criada em torno do renome do Brasil como nação emergente, talvez impactasse no cenário global e voltasse os focos para o continente sul-americano. A outra hipótese, bem mais realista, por sinal, seria a comprovação definitiva de que ao aliar o talento natural dos jogadores à uma gestão profissional do futebol, o Barcelona confirmaria que o futebol brasileiro ainda tem um longo caminho pela frente e muitas lições a aprender. Deu a segunda opção! E aconteceu da maneira mais chocante que poderia acontecer. Confesso que minutos antes do final do jogo, resolvi desligar a TV, virar de lado e voltar a dormir para não desperdiçar o valioso sono de uma manhã de domingo. Afinal, até ali, o time do Santos simplesmente não havia tocado na bola. Quando voltei a acordar, senti um certo vazio, apesar de não ser santista. A conclusão que tirei daquele jogo soava para mim mais como um recado, franco e direto para o futebol brasileiro, que dentro de pouco mais de dois anos sediará e disputará em casa uma Copa do Mundo. O recado era de que nossa tradição já não é mais suficiente para sustentar nosso prestígio no futebol. Como numa analogia ao que ocorre com nossas cidades, nosso sistema de educação e nossa segurança, os países ditos desenvolvidos tem possuem uma longa historia de construção de bases sólidas e organizadas, a exemplo do que ocorre nos moderníssimos centros de treinamentos dos clubes europeus, e em suas estratégias de marketing e campanhas de captura de novos sócios, religiosamente habituados a pagarem suas mensalidades, prática pouco difundida no Brasil. Ao golear o Santos por 4 a 0, o Barcelo apenas deu desfecho a uma partida que já vinha sendo ganha anos antes, quando Messi, ainda moleque, já era treinado e doutrinado na filosofia do clube, ainda quando era juvenil. Ao demonstrar seus talentos na base, o jogador do Barça oferece ao clube o raro privilégio de poder escolher a dedo as peças que se encaixarão perfeitamente ao esquema de jogo do time que entrará em campo, como ocorre na linha de montagem de carros importados. Por isso, o Barcelona se tornou um verdadeiro estado-da-arte do futebol, onde cada jogador só está ali porque nasceu para aquela posição. No Brasil, isto mais se pareceria à linha de montagem de um Gurgel. Espero mesmo que meus prognósticos mais uma vez estejam errados, mas francamente não vejo como gloriosa a atuação do Brasil na próxima Copa, nem como muito promissora a imagem que nosso futebol projetará nos próximos anos. Creio que aquilo que nos mantinha como absolutos já se esvaiu junto com a coleção de fracassos que a Seleção vem acumulando nos últimos anos. Que a inspiração volte a guiar nosso futebol, porque a coisa não anda nada animadora.

sábado, 5 de novembro de 2011

Keep Walking

Seguir em frente, a passos firmes, seguros, outros nem tanto, mas sempre adiante, deixando que seu nariz trespasse o vento. São as grandes máximas que estes cinco clipes me ensinam para a vida. Vamos dar uma caminhada?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Recalculando...

Nas minhas últimas férias retornei ao Nordeste, e diferente das vezes anteriores, fui apresentado a um amiguinho novo: o GPS. A despeito da minha descrença inicial em acessórios que prometem substituir os instintos mais naturais do ser humano, como o senso de direção, neste caso, acabei me convencendo de que realmente o homem moderno fez sua tarefa de casa e criou mais um invento incrível e muito útil. O problema do GPS é que, por várias vezes, um pequeno erro de percurso ou uma ruazinha perdida pode por tudo a perder. Mas então descobri uma outra funcionalidade interessante do aparelhinho: a capacidade de recalcular o percurso. Os eventos dos últimos dias inevitavelmente me fizeram se remeter àquela voz digitalizada, dizendo insistentemente: recalculando. Estava bem reto em meu caminho, bem certo do que queria e serenamente vinha tocando meus dias. Mas desvios de percurso são comuns, e nos obrigam a agir tal como o GPS e recalcular nossos trajetos. Ainda não defini a rota completamente e não sei se, assim como acontecia no Nordeste, ao fim do trajeto encontrarei um oásis. Enquanto isso, vou seguindo em frente, e placidamente admirando a paisagem.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Shiver

Nada como a sensação de se arrepiar, ou de fazer alguém se arrepiar.

So I look in your direction But you pay me no attention, do you? I know you don't listen to me 'Cause you say you see straight through me, don't you? But on and on From the moment I wake To the moment I sleep I'll be there by your side Just you try and stop me I'll be waiting in the line Just to see if you care Oh, did you want me to change? Well I've changed for good And I want you to know that you'll always get your way And I wanted to say Don't you shiver You shiver Sing it loud and clear I'll always be waiting for you So you know how much I need you But you never even see me, do you? And is this my final chance of getting you? But on and on From the moment I wake To the moment I sleep I'll be there by your side Just you try and stop me I'll be waiting in the line Just to see if you care, if you care Oh, did you want me to change? Well I've changed for good And I want you to know that you'll always get your way And I wanted to say… Don't you shiver Don't you shiver Sing it loud and clear I'll always be waiting for you Yeah I'll always be waiting for you Yeah I'll always be waiting for you Yeah I'll always be waiting for you For you, I will always be waiting And it's you I see But you don't see me And it's you, I hear So loud and so clear I sing it loud and clear And I'll always be waiting for you So I look in your direction But you pay me no attention And you know how much I need you But you never even see me

domingo, 23 de outubro de 2011

Any colour you like

Não sou mais o que querem de mim. Mal tenho conseguido satisfazer sequer aos meus próprios anseios. Pouco tenho me lixado para o juízo que façam ou deixem de fazer de mim, e o curioso disso é pensar que tal nível de desleixo chega a me causar preocupação, pois temo que em algum instante eu acabe subvertendo as regras mínimas de convivência. Mas francamente, ainda prefiro flertar com este ambiente meio anárquico, até como forma de voltar a provar um pouco daquelas minhas raízes longínquas, quando meus colegas de faculdade costumavam me taxar como o xiita da turma. Não gosto mais de qualquer cor que vocês gostam. Aliás, não tenho gostado nem sequer de cor, para ser sincero.